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Confira: A Verdadeira Realidade da BR-319 |
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31-Jul-2010 |
   São muitas as versões de estrada reconstruída, de que ela é um verdadeiro tapete e de asfaltamento em praticamente toda sua extensão. Para estabelecer o que é lenda e o que é realidade, o BLOGdaFLORESTA decidiu cruzar os 800 kms da rodovia federal construída na década de 70 durante o chamado período do milagre econômico ("integrar para não entregar"). Não vamos culpar ninguém para respeitar o processo eleitoral em vigor. Mas a verdade está captada em fotos. A BR-319 é a estrada boa das melhores versões quando se trata do trecho entre Humaitá e Porto Velho, onde há um verdadeiro tapete sinalizado, ou quando o trecho é o seu início entre Manaus e o Careiro Castanho, no km 102. De lá até o Igapó-Açú, no km 270, o asfalto executado com recursos federais rachou completamente. É fácil perceber que o asfalto consiste de apenas uma fina camada totalmente rachada. A partir do Igapó Açu, temos 400 kms até Humaitá que verdadeiramente não são mais estrada. O percurso é feito o tempo todo numa picada em que é possível trafegar apenas um carro, com a floresta fechando o caminho (FOTOS). Há poças e mais poças de água pelo caminho, com a buraqueira dominando todo o trajeto. Com o auxílio de algumas pessoas que encontramos às margens da estrada (verdadeiros heróis) ficamos sabendo que a estrada só não fechou pela ação da Embratel.    A empresa manda fazer capinação e poda de alguns trechos para que o caminho seja mantido às suas picapes a fim de garantir a manutenção das antenas de microondas. Nesse trecho, há algunas pontes de madeira em bom estado, mas a maioria está em ruínas. O risco é muito grande de a ponte desabar e provocar uma tragédia. É um grande alívio quando se chega em Humaitá. A ponte sobre o rio Madeira está ali inconclusa após milhões do dinheiro público despejados nela. A balsa que resgata a picape em que viaja o colaborador do BLOGdaFLORESTA não poderia ter esse nome se comparada às grandes balsas da travessia São Raimundo-Cacau Pirera (mesmo com toda sua precariedade). A balsa é resfolegante e trepidante ao seu açcoitada pela força espantosa do rio Madeira e um medo assalta nosso colaborador que ali é o fim da viagem. Mas ao atracar na outra margem do Madeira, já na cidade de Humaitá, nosso colaborador deu graças a Deus e achou que ele estivesse ali por perto acenando com uma lua simplesmente maravilhosa na noite célere e escura. Nosso colaborador jogou a toalha: desistiu de fazer a viagem de volta e voltou de avião para Manaus.
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